domingo, dezembro 14

Sistemas Integrados de Gestão para Bibliotecas e Centros de Documentação

A gestão da Biblioteca é hoje muito mais que a disponibilização de um catálogo informatizado. Um verdadeiro Sistema Integrado de Gestão permite às Bibliotecas promover os seus conteúdos, conhecer o público que serve e disponibilizar novos serviços que levam a Biblioteca para lá do seu espaço físico.

As Bibliotecas e Centros de Documentação colocam-se novos desafios e novas necessidades de gestão de conteúdos, na forma de documentos electrónicos, de recursos Internet, de materiais multimédia e de materiais impressos tradicionais.

Como benefícios da implementação destes sistemas de automação, destacam-se:

  • maior eficiência operativa através da optimização dos processos de gestão;
  • acesso remoto dos leitores à informação;
  • implementação de novos serviços de difusão de informação;
  • eficaz gestão dos processos de aquisição;
  • integração de diferentes conteúdos de informação para um acesso comum e uniforme.
A NOVA BASE apresenta uma excelente solução de um sistema de gestão integrada o WinLIB

sábado, dezembro 13

Importância das Bibliotecas Escolares na sociedade actual

As bibliotecas escolares assume um papel importante na sociedade actual, pois possibilita sermos bem sucedidos na chamada era do conhecimento

Tem como principais objectivos dotar os estudantes de competências que lhes possibilitem uma aprendizagem sólida ao longo da vida, permitindo-lhes tornaram-se cidadãos mais responsáveis, conscientes das suas obrigações.

As bibliotecas escolares disponibilizam serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os alunos de uma comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação.

As bibliotecas escolares articulam-se com as redes de informação e de bibliotecas de acordo com os princípios do Manifesto da Biblioteca Pública da UNESCO, sendo por isso uma garantia de qualidade acrescida.

Os materiais complementam e enriquecem os manuais escolares, melhorando as metodologias de ensino.

Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os estudantes alcançam níveis mais elevados de literacia, leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.

As bibliotecas escolares devem disponibilizar os seus serviços de igual modo a todos os membros da comunidade escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social, garantindo desta forma que todos têm acesso à informação sem excepção.

O acesso aos serviços e colecções deve orientar-se pela Declaração Universal dos Direitos e Liberdades do Homem das Nações Unidas e não deverá ser sujeito a nenhuma forma de censura ideológica, política ou religiosa ou as pressões comerciais.

sexta-feira, dezembro 12

Estatísticas e avaliação da qualidade e do desempenho em bibliotecas e serviços de informação : investigações recentes e novos projectos

As estatísticas e a avaliação do desempenho que decorrem das actividades de uma biblioteca ou serviço de informação podem ser dados muito relevantes nas tomadas de decisão de bibliotecários e gestores de informação. Esta comunicação pretende evidenciar conceitos, metodologias e investigações das técnicas de aferição dirigidas para uma melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados. Nas últimas décadas, foram estabelecidos indicadores para quantificar os serviços tradicionais das bibliotecas. No início do século XXI, os projectos e iniciativas de avaliação envolvem as novas tecnologias de informação e comunicação que vieram transformar por completo o panorama do ambiente de trabalho das bibliotecas. Perante a rápida mudança que se tem observado nos serviços e nas fontes de informação em rede, as bibliotecas têm de adoptar novas estratégias e é nessa perspectiva que se integram os estudos actuais de avaliação.
Para obter informações detalhadas acerca deste estudo consultar o link abaixo referenciado.
http://eprints.rclis.org/4156/1/EstAvalBSI_LM_2004.pdf

segunda-feira, dezembro 8

Biblioteca fora de portas, em “rede”

Já aqui falamos em bibliotecas, serviços para os leitores, do interesse em cativar novos leitores, dinamização de espaços culturais no sentido de melhor servir o utilizador.
As bibliotecas de concelhia têm a possibilidade de criar uma espécie de rede interbibliotecária no concelho com diversos pólos de leitura, podendo estas ser dependências directas da biblioteca municipal (como é o exemplo da
rede municipal de bibliotecas de Palmela ou da rede municipal de bibliotecas de Lisboadocumento explicativo) ou até mesmo uma espécie de pequena rede de outras bibliotecas de outro âmbito mas relacionadas com a Biblioteca Municipal como é o exemplo da Rede de Bibliotecas Escolares, em que as bibliotecas escolares têm relação estreita com a Biblioteca Municipal em que existe partilha de recursos (técnicos – com a partilha de um mesmo catálogo informatizado, de conhecimento – com a partilha de informação entre técnicos profissionais de biblioteca, de fundo – com a partilha de fundos documentais, de serviços – com algumas redes deste tipo a acordarem a existência de um cartão único de leitor que faz com que a filiação numa destas bibliotecas (escolar, municipal ou pólo de leitura) possibilite o usufruto dos serviços e fundos para empréstimo das outras bibliotecas.
Uma outra possibilidade de levar os serviços e os fundos da biblioteca fora de portas de forma a servir os leitores, é a tipologia de bibliotecas sazonais (bibliotecas de praia, de jardim, de café).
O exemplo das bibliotecas de praia da Póvoa de Varzim (+
aqui, aqui, aqui, imgs) que tiveram início em 1999 com um pólo e, actualmente, conta com dois locais, abre ao público somente na época de veraneio para permitir que os leitores não tenham de se deslocar à biblioteca municipal. As leituras de prazer e mais práticas são o mote para visitar estes espaços.
Outro exemplo acima citado é a biblioteca de jardim (
Biblioteca de Jardim da Póvoa de Varzim, + aqui) que se abre ao público para ocupar espaços emblemáticos ou para se aproximar do público – à imagem do que acontece com as bibliotecas de praia. Há muitos anos, a Biblioteca de Lisboa disponibilizou várias bibliotecas de jardim para que os mais carenciados tivessem acesso aos livros tal como os ilustres senhores da sociedade também tinham. Para além de levar os serviços da biblioteca para onde o público mais carenciado ia ou passava (já que a biblioteca era vista como um espaço de elites).
Por fim, as bibliotecas de café, normalmente levam os livros aos espaços onde (numa opinião pessoal) os portugueses passam mais tempo. Um pouco à imagem do que já falamos sobre as bibliotecas do conceito da
FNAC, as bibliotecas de café fazem acompanhar um café com umas páginas de leitura – criando mais uma forma da biblioteca sair das suas fronteiras físicas.
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Biblioteca de Praia

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Biblioteca de Jardim

A biblioteca do Parque del Retiro em Madrid, inaugurada em 1919, e que inspirou a revista Ilustração Portugueza a sugerir uma do mesmo tipo nos jardins de S. Pedro de Alcantara, da Escola Politécnica (Jardim Botânico) e da Estrela. fonte: Illustração Portugueza, n.º 718 (24 Nov. 1919), p. 405
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Biblioteca de Café

fonte

domingo, dezembro 7

Que serviços deve, uma Biblioteca, oferecer?

Ao nível da infraestrutura, ao "construir-se" uma biblioteca devemos ter em atenção os seguintes itens:
  1. A biblioteca enquanto lugar de aprendizagem e pesquisa;
  2. A qualidade do fundo;
  3. A qualidade dos funcionários;
  4. A qualidade do Website.

quarta-feira, dezembro 3

Como ler

Em 1987, Jacqueline Gascuel, no seu “Um espaço para o livro” tinha escrito sobre a forma como os leitores de uma biblioteca decidiam permanecer os espaços.
Há diferentes formas de ler ou estar numa biblioteca. O conceito actual de espaço de leitura segue o que a autora preconizou então.
Senão vejamos o exemplo das lojas FNAC, um dos melhores conceitos de espaços de leitura, na minha opinião.
Para os espaços infantis, os pufes que permitem que os mais jovens possam estar “à-vontade” e na sua maneira mais descontraída para ler.
Na altura em que o livro atrás referido foi escrito, também a forma descontraída como os mais adultos escolhem para as leituras de prazer, foi tida em conta.
É permitida a leitura em pé com o livro apoiado numa prateleira (para as consultas mais rápidas), sentado numa cadeira com apoio de uma mesa (estudo e pesquisa), sentado num sofá, num pufe, em almofadas ou mesmo numa alcatifa (para a leituras descontraídas), num sofá ou numa cadeira com uma mesa grande para a leitura de periódicos (para os jornais de formato maior). Há uma passagem no livro que revela que algumas sessões ou acções de formação decorrem em escadarias em que os formandos ficam sentados em almofadas dispostas nos degraus.
Todas as formas que o leitor decide tomar e sejam aceites pela conduta social, devem ser também aceites pela instituição, salvaguardando, repito, a conduta social.
Tal como os direitos inalienáveis do leitor ditam…

“1. O direito de não ler
2. O direito de saltar páginas
3. O direito de não acabar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler não importa o quê
6. O direito de amar os heróis dos romances
7. O DIREITO DE LER NÃO IMPORTA ONDE
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu.”

… os direitos, são do leitor.

Espaços de uma biblioteca

Aqui fica uma série de fotografias de uma biblioteca no que respeita a alguns aspectos tratados neste trabalho.
rampas de acesso
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espaços exteriores agradáveis
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espaços para exposições
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espaços amplos para o fundo em livre acesso
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espaços interiores de leitura
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arquitectura de vanguarda
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(c) Hélder Jesus 2008